28 setembro 2015

Como tem que ser


Às vezes, por querer muito a verdade, nem imagino o impacto saudável que o silêncio faz.

De repente todas as palavras não sejam necessárias.
Talvez já saiba as respostas e a parte no conflito.
Talvez a melhor estratégia, entrando em desacordo com a própria consciência, é aceitar o nada.

Saber, quem sabe, seja a necessidade de aceitação, uma forma de superar o sentimento de rejeição; encontrar outro sentido, entender para respeito próprio, acima de tudo, para seguir em frente, perdoar. Principalmente a si próprio.


23 setembro 2015

Como escrever melhor?


São variadas as formas que a escrita possibilita, ela depende do conteúdo, do tipo da linguagem, que no caso, você vai saber a partir do público para qual vai escrever.
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De maneira geral, eu sigo estas regras ( experiência pessoal):

Tema: eu tenho que saber tudo sobre o que vou escrever, saber o que outras pessoas escreveram, para não ser repetitiva, se for, então pelo menos uso uma abordagem diferente. Google sempre.

Coesão e coerência: todas as ideias têm que estar ligadas, lembre-se de não fugir do assunto. Melhor dividir naquela ordem básica: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Pontuação: saber usar esta ferramenta é super importante, principalmente no uso das vírgulas, pois serve tanto para dar ênfase, quanto pra fazer sentido. Eu erro muito quanto a isso, quando escrevo rápido.

Resumo: gosto de ter como hábito fazer resumos para não ser prolixa, isto me permite excluir conteúdos desnecessários porque a ideia principal já foi apresentada.

Não publico na mesma hora ou no mesmo dia: às vezes a inspiração vem e eu escrevo feito louca, porém eu espero a ansiedade passar, e a aquela sensação de que eu escrevi um texto maravilhoso (ui), então, depois de um período eu releio e vejo se tem algo a mais para ser acrescentado.

Revisão: depois de julgar o texto como "bom para publicar", eu reviso, reviso quantas vezes achar necessário, principalmente sobre a questão da pontuação e da coerência.

Cada um tem seu próprio método, mas em uma afirmação todos vão concordar: escreva, escreva bastante e escreva sempre, sobre qualquer coisa, escreva. É na prática que a gente melhora, percebe os erros, enfim, aprende.


Este post faz parte da blogagem coletiva promovida pelo Grupo Hello! Quer fazer parte? Entra aqui! 

22 setembro 2015

¬¬ Resenha ¬¬ Hannibal – Thomas Harris

Hannibal é a continuação do livro O Silêncio dos Inocentes, não li só assisti ao filme (ótimo) e em algumas partes eu queria muito ter lido porque Thomas Harris é genial.

Hannibal Lecter tem quatro livros dedicados a ele, e pelo que li é melhor ler nesta ordem: “Hannibal – A Origem do Mal”, depois “Dragão Vermelho”, na sequência “Silêncio dos Inocentes” e por último “Hannibal”.

Como se vê, comecei pelo último, de acordo com a indicação, e posso dizer que não atrapalhou, mas me deixou no vácuo e com várias questões, então sugiro a mesma ordem.

Bem, Hannibal é um thriller psicológico e romance policial, seu protagonista Hannibal Lecter é um psiquiatra serial killer que neste livro está foragido há sete anos, porém uma ocasião especial o traz de volta, com isso Clarice Starling, agente especial do FBI é designada para assumir o caso.

Então, surge uma teia de conflitos e relações perigosas e Mason, a única vítima sobrevivente do Dr. Lecter, que está disposto a cortá-lo em pedacinhos – literalmente – é quem nos dá a diversão, tanto para o mal quanto para o mal. Pois é!

Preciso dizer que os personagens são muito bem elaborados, linhas de pensamentos e suas personalidades. Fantástico! E como eles nos surpreendem não é Srta. Starling?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Os diálogos, nem sei como dizer, estão lá para mostrar o quanto são eficientes.

Definir o perfil de Hannibal é complexo - Freud explica - mas não vou chamá-lo de louco porque simplesmente ele sabe muito bem o que faz. Eu diria que ele tem desvio de caráter e nenhum senso de humanidade, além de ser muito inteligente, articulado, o cara é fascinante, tirando sua tendência assassina.

Em alguns momentos eu lembrava de Don Corleone e sua proposta irrecusável. É isso que Hannibal Lecter faz neste livro, na maioria das vezes, ele sentencia as pessoas, porque afinal, elas são culpadas – principalmente as que estão tentando capturá-lo, para ser mais exata.

Hannibal não ama ninguém, ele nutre uma afeição ligada a algum ponto de julgamento, pois ele tem vários índices críticos. Ele estuda o perfil, usa retórica, utiliza das armas psíquicas para dissuadir, persuadir quem quer que seja, difícil não cair por seus argumentos.

Eu escreveria bem mais a respeito desse ser, mas preciso realmente ler os outros livros.

04 setembro 2015

Devaneios de uma sexta-feira ensolarada

Meus livros. Não sei se por conta do destino literário ou minha leve tendência natural que me leva até eles, mas neles têm sempre aquele personagem constrangedor, inseguro, com um pouco de complexo (sem ser perturbado), que faz algo sem pensar e se ferra, claro.

Um traço de personalidade que me define, calma, assim, é algo que pode ser trabalhado, veja bem, e está provado por eles, que apesar de tantos micos estarrecedores durante a existência, eles são fortes e capazes de fazer o que quiserem; e um momento não os define pela vida inteira, talvez para quem o vê, sim, mas para meus personagens o que interessa mesmo é aprender/crescer, isto é o que mais gosto neles.

Estava pensando essa semana nos king kong mais fenomenais da minha vida, uns por falta de maturidade, outros por não conhecer o ambiente, uns por não ter ouvido a intuição, enfim eu acho que eu poderia aprender sobre a vida sem passar vergonha né...



Existe aquela oportunidade que vem e tu achas que é o momento certo, até pode ser sabe, no entanto teu espírito (ou outro aspecto de ti) não está preparado para aproveitá-la, então tu vais e é uma merda total, perde você e quem está envolvido; o momento passa e no outro dia tu estás morto com a consequência, no meu caso, constrangida ao extremo absoluto.

O que me resta são a compaixão e a beleza da sensação de que eu posso não repetir o mesmo erro.